PUBLICIDADE

Dr. Lawrence, do Provida, explica como o fenômeno pode se transformar em um problema de saúde pública

Dr. Lawrence de Luca Dias

A chegada do super El Niño tem despertado grande interesse entre especialistas e na população, principalmente nas últimas semanas, com a divulgação de projeções que apontam para uma possível intensidade máxima do fenômeno. Embora a maioria dos brasileiros associe o El Niño apenas às mudanças climáticas, ele também pode impactar diretamente a saúde da população. O clínico do Complexo Médico Provida, Dr. Lawrence de Luca Dias, explica por que o fenômeno pode se transformar em um problema de saúde pública.

“Se esse super El Niño ocorrer conforme o previsto, com excesso de chuvas e aumento das temperaturas, poderá provocar uma série de alterações no ambiente e contribuir para o surgimento de doenças, principalmente as infectocontagiosas. Também poderá favorecer a proliferação de vetores de transmissão, como insetos, além de aumentar os casos de doenças gastrointestinais, hepatites e leptospirose, bem como de doenças respiratórias, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), rinite e pneumonia”, alerta o clínico.

Conforme o médico, o episódio pode provocar diferentes consequências, dependendo da região, mas, de modo geral, pode favorecer o aumento da população de mosquitos.

“A combinação de calor, chuvas, alagamentos e umidade certamente aumenta as chances de proliferação de mosquitos transmissores de doenças como dengue, chikungunya, zika e outras. Espero que esse El Niño não aconteça com a intensidade prevista, mas, se isso ocorrer, tudo indica que poderá afetar a saúde da população, principalmente a dos grupos mais vulneráveis, como idosos e bebês. Crianças, pacientes com doenças crônicas, cardíacas e pulmonares, além de pessoas imunodeprimidas, também estarão mais propensos a complicações”, destaca o clínico.

Impacto psicológico

Além de interferir na saúde física, o El Niño também pode prejudicar a saúde mental.

“As mudanças climáticas também podem desencadear problemas de saúde mental. As pessoas tendem a permanecer mais tempo em casa, a se isolar e a socializar menos. Para quem já apresenta depressão ou ansiedade, passar por uma situação como essa pode agravar o quadro. A própria preocupação com a possibilidade de o rio transbordar ou de a casa ser alagada pode gerar ansiedade e fazer com que a pessoa evite sair de casa. Além disso, a convivência mais intensa com outras pessoas, em determinadas circunstâncias, pode criar um ambiente propício ao surgimento ou ao agravamento desses problemas”, ressalta o Dr. Lawrence.

Saúde pública

Conforme o Boletim nº 4 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com outros órgãos nacionais, há 95% de probabilidade de que o El Niño alcance intensidade muito forte no trimestre de outubro, novembro e dezembro, entre a primavera e o verão. O fenômeno também deve persistir pelo menos até o primeiro trimestre de 2027. Caso esse cenário se confirme, o evento poderá estar entre os mais intensos registrados desde 1950.

“Diante desse quadro, a primeira coisa que todos precisamos fazer é nos prevenir, mantendo o calendário vacinal em dia, com as vacinas contra a Covid-19, a gripe, as hepatites, a pneumonia e o tétano, entre outras indicadas para cada pessoa. Além disso, precisamos cobrar dos governantes medidas como a limpeza de rios e bocas de lobo, o mapeamento de áreas de risco, a realização de obras de drenagem e contenção de encostas, a emissão de alertas à população e o fortalecimento das defesas civis locais, entre tantas outras ações”, conclui o Dr. Lawrence.

Assessoria Complexo Médico Provida

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia mais

PUBLICIDADE