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Anvisa Revoluciona Emissão de Receituários Controlados com Novas Regras de Impressão

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Em uma medida que visa simplificar o acesso a medicamentos controlados e desburocratizar processos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementou novas diretrizes para a impressão de receituários. A partir de 13 de fevereiro de 2026, profissionais prescritores e instituições de saúde em todo o Brasil passaram a ter a autonomia para imprimir todos os modelos de receituários de medicamentos sujeitos a controle especial, uma mudança significativa que otimiza a logística e a disponibilidade desses documentos essenciais.

Autonomia na Impressão e o Fim de Antigas Restrições

Historicamente, a impressão de certos modelos de receituários, como os de cor amarela, era uma prerrogativa exclusiva da autoridade sanitária local. Com a aprovação da nova resolução pela diretoria colegiada da Anvisa no final do ano anterior, essa limitação foi removida. Agora, a responsabilidade e a capacidade de providenciar a impressão de quaisquer receituários controlados recaem diretamente sobre os próprios prescritores e as entidades de saúde, utilizando gráficas de sua escolha. Esta alteração representa um avanço na agilidade do processo, eliminando etapas intermediárias e centralizadas que, por vezes, causavam atrasos e dificultavam o dia a dia de profissionais e pacientes.

Manutenção das Exigências de Segurança e Controles Locais

Apesar da flexibilização na impressão, a Anvisa enfatiza que a nova norma integra um esforço de desburocratização sem comprometer a segurança e o controle essenciais na dispensação de medicamentos controlados. Permanece obrigatória a solicitação prévia e o recebimento de uma numeração específica, fornecida pela autoridade sanitária competente de cada localidade. É crucial que profissionais e instituições continuem a cumprir essa etapa antes de providenciar a impressão dos receituários em gráficas. Adicionalmente, a agência reitera que a resolução não interfere em outras regras ou exigências complementares estabelecidas pelas autoridades sanitárias locais. Em caso de dúvidas sobre procedimentos específicos de impressão ou outras regulamentações, a recomendação é consultar o órgão sanitário da respectiva região.

Transição de Modelos e Validade dos Documentos

Com a entrada em vigor das novas diretrizes, os modelos de receituários anteriormente descritos nos anexos da Portaria nº 344/1998 foram invalidados para novas impressões a partir de 13 de fevereiro de 2026. Profissionais e instituições devem, portanto, consultar a página do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) para ter acesso aos modelos atualizados a serem utilizados. Contudo, para garantir uma transição suave e evitar interrupções no atendimento, a Anvisa estabeleceu que todos os receituários que já haviam sido impressos até a data limite de 12 de fevereiro de 2026 manterão sua validade por tempo indeterminado, permitindo o uso do estoque existente e evitando desperdícios ou a necessidade de reimpressão imediata.

O Futuro da Prescrição: Emissão Eletrônica a Caminho

Olhando para o futuro da prescrição de medicamentos controlados, a Anvisa já prevê o próximo passo na modernização do sistema. Até o mês de junho, a agência planeja disponibilizar uma ferramenta inovadora dentro do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) que permitirá a emissão eletrônica de todos os receituários de medicamentos controlados. Essa funcionalidade representa um avanço significativo rumo à digitalização completa do processo, visando ainda mais agilidade e segurança. É importante notar, no entanto, que, até a implementação e disponibilização oficial dessa ferramenta, não há mudanças quanto à emissão eletrônica para as notificações de receita, sendo necessário aguardar a ativação da nova plataforma para utilizá-la em todo o seu potencial.

As novas regras de impressão, somadas à futura ferramenta de emissão eletrônica, reforçam o compromisso da Anvisa em aprimorar continuamente os processos de controle de medicamentos. O objetivo é equilibrar a facilidade de acesso para a população e a praticidade para os profissionais de saúde com a manutenção rigorosa da segurança e da fiscalização sanitária. É fundamental que profissionais e instituições se mantenham atualizados com as normas vigentes para garantir a conformidade e a correta aplicação das diretrizes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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